ONG que trata usuários de crack é acusada de desviar verba

Revista Época

Parceira da prefeitura do Rio de Janeiro no programa de internação de viciados, a ONG Tesloo está sob suspeita de irregularidades

MAURÍCIO MEIRELES

Um dos mais controversos programas de combate ao crack completará um ano e meio de atividade. Adotado pela prefeitura do Rio de Janeiro, em maio de 2011, como resposta ao avanço de uma epidemia com graves impactos sociais, é o único no país que prevê internação compulsória de menores viciados. O caso do Rio conta com o apoio do governo federal e é apontado como inspiração para programas de combate ao crack em todo o Brasil – país que lidera o consumo de cocaína fumada no mundo, segundo uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

SUPERFATURAMENTO Um menor viciado em crack  é recolhido numa rua do  Rio de Janeiro. Uma investigação do Tribunal de Contas do Município (acima) aponta irregularidades num  contrato de R$ 9,5 milhões  (Foto: Fábio Teixeira/Ag. O Globo) Continuar a ler

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Frente Nacional de Drogas e Direitos Humanos quer mais debate sobre internação compulsória

Rede Brasil Atual

São Paulo – A Frente Nacional Drogas e Direitos Humanos defende o aprofundamento do debate sobre internação compulsória de usuários de drogas principalmente entre os psicólogos. Segundo Lúcio Costa, dirigente do Sindicato dos Psicólogos de São Paulo (SinPsi), uma pesquisa recente apontou que 55% desses profissionais ainda acreditam que esse tipo de internação, feita à revelia a partir de decisão judicial, é viável como primeira etapa para o tratamento do viciado. “Precisamos debater a formação recebida nas universidades e os estágios desses estudantes em comunidades terapêuticas e hospitais psiquiátricos, que estão na contramão da luta antimanicomial”, disse. Continuar a ler

Ação da Saúde contra crack tem pouca adesão

O Estado de S.Paulo

Ministério já abriu terceiro edital de R$ 100 milhões para firmar parceria com comunidades terapêuticas. Entidades reclamam das exigências

LÍGIA FORMENTI / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

Apresentada como uma das principais estratégias do programa Crack, é Possível Vencer, a participação das comunidades terapêuticas no tratamento de dependentes está parada no Ministério da Saúde. Dos recursos reservados para a ação, nada ainda foi usado. Diante do impasse, o governo estuda migrar o projeto para outras pastas, onde as exigências para liberação de verbas sejam mais flexíveis.

A queda de braço começou em abril, quando uma linha de financiamento de R$ 100 milhões para entidades foi colocada à disposição. Os recursos seriam usados para financiar pelo menos 920 projetos de reinserção de dependentes na comunidade. A apresentação de propostas, no entanto, foi pífia. Em dois editais, apenas 42 comunidades se candidataram para receber recursos, que podiam variar entre R$ 45 mil e R$ 108 mil. Só cinco foram aprovadas. Continuar a ler

Luiz Eduardo Soares: liberação das drogas não significa aumento do consumo

ENSP

“A proibição não veta o acesso às drogas, pois é impossível impedir tal coisa. O acesso existe com ou sem a proibição. Precisamos é definir em quais contextos político e jurídico se dará o debate sobre o consumo e a legalização das drogas no país”, afirmou o cientista político Luiz Eduardo Soares durante a palestra Drogas, políticas públicas e saúde, que marcou a abertura da semana comemorativa dos 58 anos da ENSP nesta segunda-feira, 10 de setembro. O expositor abordou a necessidade de não mais tratar o usuário de drogas como uma vítima do traficante, pois este sim merece a criminalização. Confira, na Biblioteca Multimídia da ENSP, o áudio do evento.

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